quarta, 22 de janeiro, 2020

Ataque dos EUA mata general do Irã, isso pode nos colocar mais perto da terceira guerra mundial

Secretário de Estado dos EUA afirmou que Soleimani foi morto porque planejava realizar ações na região que colocariam em risco dúzias, se não centenas, de vidas americanas.

O ataque americano que matou Qassem Soleimani, um dos principais líderes do Irã, tinha como objetivo desmobilizar “um ataque iminente” que iria colocar em risco vidas americanas no Oriente Médio, afirmou o secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, em entrevistas a canais de TV nesta sexta-feira (3).

Ele não quis dar detalhes, mas afirmou que a decisão dos EUA de matar Soleimani foi baseada em avaliações com base em análises de inteligência.

"Ele estava planejando ativamente para realizar ações na região –uma ação grande, como ele descrevia– que colocaria em risco dúzias, se não centenas, de vidas americanas. Nós sabemos que era iminente."

 

As ameaças, afirmou ele, eram localizadas na região. “Ontem (dia 2) à noite era o momento em que precisávamos agir para garantir que esse ataque iminente [por parte dos iranianos] fosse desfeito.”

 

Tentativa de aliviar a tensão

 

Os EUA estão "comprometidos com a desescalada", após a morte do general iraniano Qassem Soleimani, em um ataque orquestrado por Washington, também afirmou Pompeo.

Em uma rede social, Pompeo disse que conversou com seus homólogos chinês, britânico e alemão sobre a "decisão de Donald Trump de eliminar Soleimani em resposta às ameaças iminentes às vidas de americanos".

"Grato aos nossos aliados por reconhecerem as contínuas ameaças agressivas representadas pelas forças iranianas Al-Quds", publicou Pompeo em uma rede social, ressaltando que conversou sobre o ataque com seu homólogo britânico, Dominic Raab, e o responsável pelas questões diplomáticas do Partido Comunista Chinês (PCC), Yang Jiechi.

 

"Os Estados Unidos seguem comprometidos com a desescalada", frisou.

Na quinta-feira (2) à noite, Pompeo havia publicado um vídeo em uma rede social, no qual, segundo ele, veem-se iraquianos "dançando na rua" para celebrar a morte de Soleimani.

General de uma das forças dos Guardiães da Revolução, o poderoso general iraniano morreu em um bombardeio americano em Bagdá.

O Pentágono anunciou que Donald Trump deu diretamente a ordem de matar Soleimani.

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