terça, 23 de julho, 2019

'Suspeita sobre laranjas do PSL será apurada com rigor', diz Moro

 
O ministro da Justiça Sérgio Moro disse que os repasses de recursos utilizados em campanhas do PSL serão investigados. O Estado mostrou nesta quinta, 14, que sete candidatos do partido a deputado estadual e federal em Pernambuco repassaram R$ 1,2 milhão em recursos de campanha para a gráfica de um dirigente do próprio PSL.
"Fatos serão apurados e eventuais responsabilidades serão definidas", disse Moro. "O presidente proferiu determinação e ela está sendo cumprida." 
Apesar do valor declarado com impressão de materiais gráficos, o triplo do que foi gasto pelo presidente Jair Bolsonaro com o serviço, só um dos políticos foi eleito: o próprio presidente nacional do PSL, o deputado federal Luciano Bivar. À época dos repasses, quem estava à frente do PSL era Gustavo Bebianno, atual ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República do governo Jair Bolsonaro. 
Bebianno vem protagonizando uma crise no governo em função das suspeitas de desvios de recursos do Fundo Partidário destinados ao PSL por meio de candidaturas laranjas em 2018. Na quarta, ele disse que não pretende pedir demissão.
Embora não seja vedada pela Lei Eleitoral, a contratação de empresas de dirigentes políticos com recursos do fundo partidário já foi criticada pela ministra Rosa Weber, atual presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). "À luz do princípio da moralidade, não há como admitir que sejam contratadas para prestar serviços ao partido empresas pertencentes a dirigentes dele", declarou ela no voto em desapovou parcialmente as contas de 2012 do DEM no ano passado.