terça, 21 de novembro, 2017

Minha História

Eu sou Valtério Pacheco da Silva, nasci em 17 de maio de 1945, natural de Coração de Maria Bahia, formado em Patologia Clínica e Teologia. Com prática em locução de rádio.  Sou o presidente  fundador da Casa da Criança Carente, e  também do Natal Sem Fome. Através do Natal Sem Fome doamos mil cestas básicas todos os anos no dia 24 de dezembro. Sou fotógrafo freelancer de jornais e revistas,editor e fotógrafo  do Site www.valterio.com.br. Sou  também pastor presidente fundador da Assembléia de Deus o Poder da Fé, onde faço palestras três vezes por semana, sobre assuntos de relevante importância para pais e filhos carentes, problemáticos e delinquentes às vezes. As palestras trazem sempre o conforto espiritual seguido da intenção de recuperá-los e trazê-los para o convívio social. Muitos dos meninos não têm mais pais somente mães. No final das palestras muitos fracos e caídos são fortalecidos no Senhor e na força do seu poder.

Estou escrevendo o livro as Três Coisas.

Com ajuda de algumas pessoas da sociedade,  e também do cantor Bel Marques e  Nizan Guanaes eu construir uma casa com dois pavimentos, o qual está em nome da  Casa da Criança Carente. O andar superior foi construído para ser clínica médica, odontológica e oftalmológica. Só está faltando os equipamentos. No andar inferior funciona uma cozinha para atender gratuitamente pessoas carentes, cadastradas em nosso projeto desde que foi fundado a mais de 15 anos atrás, porém inaugurado em 2005.  Além de ajudar com gás de cozinha e compra de remédios, recebem roupas e calados usados em abundância, geladeiras, fogões e máquinas de lavar usadas e computadores.  Ali eles recebem ajuda para confecção de óculos, passagens para retornarem às suas regiões. Ainda não servimos almoço aos moradores carentes do local, mas em breve faremos isso.  Os carentes cadastrados vão todos os dias se alimentar conosco.

Pretendo lançar uma revista com o nome de Algo Diferente, uma revista social, cultural, econômica, política  e  de turismo. Algo diferente era o nome do meu programa  de  rádio. Estou me preparando para  fazer uma exposição de  fotos  artísticas pretas  e branco e coloridas. Falta apenas um patrocinador. Espero que não tarde a aparecer.

Sou um grande sonhador. Tudo que eu sonhei, veio para minha mão. Não devemos ter usura, mas podemos desejar possuir as coisas boas, desde quando não seja o que é dos outros.  Os que sonham tendo as coisas, prosperam, os que não sonha nunca têm nada. Mas os que sonham  um dia terão seus sonhos concretizados. Temos que sonhar, imaginar tendo as coisas. Provérbios 23:7. Assim como imaginamos na nossa mente assim é.

O segredo da minha vitória está em não deixar meus projetos engavetado, mas em minha frente, onde eu possa enxergá-los  e sonhar com eles todos os dias. Mais vale um pequeno projeto em ação, do que um grande projeto engavetado. Porque os pequenos atos que executamos, são melhores do que os grandes projetos que apenas planejamos.

Sou casado com Mércia  com quem tenho três filhos, Thiago (26 anos), Valtério Junior(14 anos) e Natália (6 anos). Em minha cidade fui presidente do  Centro  Cívico do Colégio, fui presidente fundador  do Esporte Clube  Água Verde, nome da  fazenda dos meus pais,  fui supervisor  censitário, demográfico, econômico e social de 1970. Fui convidado para ser candidato a vereador, não  aceitei, pois meu sonho era vir  para Salvador fazer o segundo grau, uma vez que em minha cidade não tinha esse curso naquela época. Chegando aqui na capital, fui estudar e vender assinaturas do Jornal da Bahia e Tribuna da Bahia, onde cheguei a fazer palestras para outros vendedores que não tinham jogo de cintura na área de vendas. Mais tarde passei a ser  fotógrafo e já fazem 40 anos de profissão. Foi muito difícil para mim a vida em Salvador sem conhecer ninguém aqui.  Passei fome no começo,  mas com excesso de trabalho e dedicação consegui driblar a fome, a miséria e até dá um salto por cima de todo mal  e prossegui cantando o hino da vitória.

Entrar na sociedade como fotógrafo, foi outra coisa muito difícil, pois já tinha um fotógrafo famoso chamado Vavá Tavares. Poucos se vestiam tão bem quanto eu, modéstia à parte.  Minha profissão era simples, mas eu era um vendedor nato, e isso me trazia  bons lucros. A essa altura eu já estava cheio de ouro pelo pescoço e braços e tornozelos.  Às vezes eu  ganhava mais dinheiro do que o meu diretor pela dedicação ao trabalho. Eu tinha acabado de chegar o interior, onde eu lidava com pequenos negócios.

Agora ganhando  bem, fui morar no Campo Grande,  a vaidade excessiva havia invadido o meu coração de maneira tão veemente, que eu gastava tudo o quanto ganhava.

E quando conseguir a  penetração no sociedade, fiquei mais vaidoso ainda e não perdia uma festa das novelas da Globo, no eixo Rio- São Paulo. Fui mais tarde o fotógrafo do Filme o Sorriso dos Ventos de Paris e cheguei até a mora por 3 meses no Hotel Meridien Bahia(Hoje o Hotel Pestana). Isso tudo no tempo do badalado Regine’s, a famosa boate de Paris na Bahia. Nunca foi empregado fixo de ninguém, meu sonho foi sempre o de trabalhar pra mim mesmo como freelancer, mas já arranjei mais de  cem  empregos junto a meus clientes pra outras pessoas.

Até o dia de hoje eu tenho as fotos como lembrança de como eu era e de como eu me vestia.  Calças bocas de sino, cinto vivelão e cabelos bem crescidos. Mas graças a Deus eu aprendi ser moderado e simples.

Fui convidado pelo senador, César Borges quando o mesmo era governador da Bahia, para ser candidato a vereador por Salvador, mas não aceitei, pra não perder o pique do meu projeto social que na época ainda era um simples embrião no ventre de Salvador.

Valtério Pacheco